BEM VINDOS!

Olá, amigos! Sou Angela Otero, criadora do Neto Lovers Club. Conheci o trabalho de Neto no final de 2005 e, desde então, tornei-me sua admiradora. No dia 4 de abril de 2006, a vida nos permitiu um encontro, mas foi respeito, carinho e admiração mútuos que permitiram nossa amizade. Este espaço foi criado, como uma extensão do nosso fã clube, tornando-se mais um ponto de encontro dos fãs e amigos de Neto.
Conto com vocês!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

SAMPA EM RÍTMO DE ESPERA

 

Olá, amigos! Infelizmente a vinda de Netinho e banda, a São Paulo foi cancelada. Não sei as razões, mas assim que tiver notícias concretas, direi a vocês. A galera paulista, já estava preparada para recebê-los com o carinho que merecem e eu, também já estava de malas prontas, rumo à "terra da garoa".
Mas, não vamos desanimar! Como se costuma dizer... O melhor da festa, é esperar por ela!
E Netinho, é mais do que festa. É um festival!!!!

AMOR de ÍDOLO

Amigos, faz algum tempo, atendendo um pedido de Fabby, escrevi um texto sobre o Amor de Fã, que certamente foi lido por muitos de vocês. Nele, eu falava da expressão deste amor, que deveria vir destituído de fanatismo. Do fanatismo que cega e que faz com que o fanático seja dominado por uma única idéia: a SUA idéia. Podemos admirar alguém ou uma instituição e ainda assim, estarmos despidos deste sentimento exacerbado. Amamos Raied Neto, o artista, a pessoa (que alguns tem o privilegio de conhecer), amamos a figura de homem bonito que é. Amá-lo não implica em estar às cegas, defendendo-o de todo e qualquer comentário que seja contrário ao que pensamos. Amá-lo não significa negar-lhe os defeitos. Desde que conheci Neto e a banda Calcinha Preta, em abril de 2006, comecei a frequentar um "mundo" até então, desconhecido para mim. Jamais havia me aproximado de artistas e de tudo que os rodeia. Posso afirmar que a Angela que ali adentrou, não foi a mesma que dali saiu. Pude ver, bem de perto, os fanáticos em ação, os deslumbrados, os interesseiros, os pseudo-admiradores, os frequentadores de porta de hotel, os humildes, os sinceramente dedicados, enfim toda a espécie de pessoas que os cerca. Mas, por outro lado, também pude observar o artista. Há uma frase que diz: o fã não precisa do artista e sim, o artista do fã. Refiro-me ao fã, admirador, não ao fanático. Sobre este, há uma tese que diz, que o fanático transforma a idolatria em sua razão de existir, vive a sua vida em paralelo a de seu ídolo, e experimenta as conquistas deste, como sendo suas. Pois, há ídolos, que no afã de manter seus fãs "dependentes" de si, utilizam sem pudor, a única linguagem que o fanático sabe entender. Espertamente, manipulam-nos, utilizam-se de seu encanto artificioso e organizam um comportamento planejado. O diálogo se estabelece, a fascinação está criada. Um diz o que o outro quer ouvir e vice e versa. Não é difícil reconhecê-los. Jamais dizem o que verdadeiramente pensam, não possuem opinião própria declarada, carregam uma constante e falsa felicidade estampada em seus rostos e sobretudo, unem-se ao "time" que julgam estar ganhando. Aqueles que necessitam de seu forjado "afago", entregam-se, julgando-se privilegiadas criaturas. Este ídolo, não ama seus fãs. Não! Ele os tolera, usa-os em benefício próprio e os faz crer que são adorados, acima de tudo. Quanto maior a carência do fã, mais fácil a manipulação pelo ídolo (de caráter duvidoso). Em resumo, cada ídolo tem o fã que merece. Raied Neto, como qualquer artista, precisa de seus fãs. Ele tem absoluta consciência disto. A diferença, é que Neto não faz parte deste grupo, de palavras e gestos estudados. Jamais o vi no exercício do texto pré elaborado, do agrado forçado, do sorriso previamente armado. Jamais o vi preocupado e ser quem não era. Ao contrário. Pude conhecer o Neto mal humorado, aborrecido, magoado, de semblante entristecido. Pude ver o Neto despido de glamour, sem "efeitos especiais". Por vezes, o vi ser criticado por isso. Até eu, antes de conhecê-lo bem, cheguei a questionar certas atitudes. Mas, o tempo e a convivência me deram as respostas necessárias. Nos momentos, em que menos se espera, o moço bonito do Canindé, nos surpreende com um carinho seu, que surge espontaneamente, acompanhado de seu sorriso luminoso. Assim como o verdadeiro amor de fã, este é o verdadeiro amor de ídolo. Um amor natural, que não manipula, não se aproveita, não bajula, não causa danos, não engana, apenas reconhece e agradece o carinho que recebe, retribuindo-o de forma natural, sempre que possível. Pobre do fã, que encarcerado em seu pequeno mundo, não percebe quem está por trás de seu ídolo. Pobre do fã, que necessita cegar-se, deliberadamente, e seguir colhendo as migalhas que o outro, julgando-se tão melhor do que ele, lhe oferece. Pobre do ídolo, que colocando-se acima do bem e do mal, trás atreladas à si, estas pequenas almas, que em nada contribuirão para seu sucesso, justamente por conta de sua pequenez. Raied Neto, é ídolo de carne e osso, por vezes excessivamente calado e reservado. Noutras, o menino de espírito alegre, riso largo e gargalhada contagiante. Imperfeito, imprevisível e, por isso mesmo, humano. Raied Neto, é uma alma que brilha. Não é vidro, é diamante! Eu, só me permito cobrir de jóias. E vocês?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009